E é neste momentos que acontece.
Estou sozinha, feliz por estar triste na minha ausência, na minha fragmentação de pensar, nas minhas influências e arredores desconhecidos, na minha forma de estar, com o pensamento longe, bem longe…
Olha, apetece-me escrever.
Vou escrevendo, ao som da batida rápida e desconcertante do teclado, tentando acompanhar a velocidade da minha mente, com a certeza que vou acabar de ler o que escrevi e achar, mais uma vez, que foi a coisa mais estúpida a face da terra.
Pois, neste momento já não penso o que pensei há três segundos atrás…afinal tudo muda, tudo é relativo, tudo nos transcende, tudo o que é, agora já não é, e neste momento já tudo deixou de o ser, porque nós assim queremos e não lutamos para que tudo fique igual.
Ou então não…
Mas tinha de escrever.
Há coisas que não mudam, e lá vou eu beber o assunto que me ocupa a mente, que já não se separa de mim, que teima em estar dentro de mim… e a imagem dele, a figura, o toque, o cheiro, aquilo que me atrai, me desconcentra…mas aquilo que é meu.
Sai….não posso falar disso…não resulta!
Permaneces, já permaneceste, vais permanecer, planos futuros, 47 segundos de distância de pensamento fora, longe, percorrido, desilusões, angustias, palavras, situações, mau estar… cheguei a chamar-lhe loucura masoquista! Mas não, não penso nisso, já inundaste a minha mente da tua pessoa nova, já mergulhei na tua forma de ser, na tua subtileza, na forma discreta mas eficaz que me (re) conquistas-te…tarefa mais que fácil, estive smp rendida… As memorias, passado um tempo, são perfeitas, mas não sei se te sei amar.
Tanta incerteza na vida, tantos riscos que corremos, e eu aqui a dar largas à imaginação, à espera de algo mítico e místico que me aproxime (ainda mais!) de ti.
Carrego o peso de não te querer desiludir, de ser perfeita, com medo que a minha perfeição não seja a tua, vontade da tua sensualidade, da tua paixão, das tuas palavras…
Fingi mal, muito mal, que não gostava de ti, que não gostava de estar contigo, que não era cntg que queria estar, que nem era contigo que ia ter. Também fechaste os olhos, fechaste-te para mim, não vias o que não querias ver, e quando viste não quiseste.
Uma coisa eu sei, os teus olhos não vou esquecer, quando nenhuma palavra consigo dizer, perdida no mar de tantos pensamentos, tento encontrar, os teus olhos de novo…Continuas a falar a espera de uma palavra desculpa, não consigo, nem uma palavra! Quando finalmente algo consigo dizer chega a altura, ganhei coragem…
Temos de partir.
Separar, deixar de olhar os teus olhos, tudo ou nada esquecer e ir... ir... mais tarde, sozinha, reparo... acordei!...
"Cada pessoa que passa na nossa vida, passa sozinha, é porque cada pessoa é única e nenhuma substitui a outra! Cada pessoa que passa na nossa vida passa sozinha e não nos deixa só porque deixa um pouco de si e leva um pouquinho de nós. Essa é a mais bela responsabilidade da vida e a prova de que as pessoas não se encontram por acaso."
Vicio de ti.
Ânsia de ti, sim.
Tu sentes o que eu quero de ti
Amo te
Isabel
segunda-feira, 21 de janeiro de 2008
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1 comentário:
adoro-te pelas palavras e por tudo
;D
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